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	<title>Estrambolia</title>
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	<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 22:54:54 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>

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		<title>de mudanza de novo</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 22:48:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Abner Dmitruk</dc:creator>
		
	<category>esmo</category>
	<category>partilha</category>
	<category>mondo-bizarro</category>
	<category>epifanias</category>
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		<description><![CDATA[	depois de alguns anos ca&ccedil;ando um lugar legal pra morar, encontrei: Ilhas Malvinas. &ocirc; lugarzinho simpático, hein? e com uma bela vizinhan&ccedil;a: Patag&ocirc;nia e Antártica. e Stanley vai ser uma cidade massa, ah se vai. tudo que preciso: gelo, banda larga, ingl&ecirc;s falado nas ruas, aeroporto, popula&ccedil;&atilde;o de 2 mil habitantes, ping&uuml;ins na porta de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>depois de alguns anos ca&ccedil;ando um lugar legal pra morar, encontrei: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Falkland_Islands">Ilhas Malvinas</a>. &ocirc; lugarzinho simpático, hein? e com uma bela vizinhan&ccedil;a: Patag&ocirc;nia e Antártica. e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stanley,_Falkland_Islands">Stanley</a> vai ser uma cidade massa, ah se vai. tudo que preciso: gelo, banda larga, ingl&ecirc;s falado nas ruas, aeroporto, popula&ccedil;&atilde;o de 2 mil habitantes, ping&uuml;ins na porta de casa. é verdade que tem praia, mas nem tudo é perfeito.</p>
	<p><img border="0" width="600" title="" src="http://lh5.ggpht.com/_iqcK3NWmwN0/R8HQ4UAuTbI/AAAAAAAAAXI/4D1ieXFWQQs/76+port+stanley.jpg" /></p>
	<p>  esse lance de habitar o SUL DO MUNDO sempre esteve na minha cachola, de qualquer forma.</p>
	<p>  <img border="0" width="600" title="" src="http://truk.blogsome.com/images/malvinas.jpg" />  </p>
	<p>&nbsp;</p>
	<p>continuarei traduzindo, escrevendo e cozinhando aos montes. a rotina doméstica n&atilde;o muda muito.</p>
	<p> eu só achava que seria a Patag&ocirc;nia. mesmo assim, estarei lá por perto.</p>
	<p> come&ccedil;o a arrumar a mudan&ccedil;a em breve.</p>
	<p>desejem-me boa sorte.</p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 14:51:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Abner Dmitruk</dc:creator>
		
	<category>nenhuma</category>
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		<description><![CDATA[	Plat&atilde;o é um véio bob&atilde;o.

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			<content:encoded><![CDATA[	<p>Plat&atilde;o é um véio bob&atilde;o.
</p>
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		<title>desenhos livres durante onze anos escolares</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 00:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Abner Dmitruk</dc:creator>
		
	<category>mondo-bizarro</category>
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		<description><![CDATA[	Pena ter mudado tanto e me desfeito de tantos papéis que deveriam estar bem engavetados, como desenhos feitos na inf&acirc;ncia. Puxando os momentos em que me lan&ccedil;aram a infame proposta do desenho livre, lembro de:
	Tigres. Primeiro uma pintura laranja furiosa em todo o corpo do animal, com tra&ccedil;os em todas as dire&ccedil;&otilde;es, contrariando a norma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Pena ter mudado tanto e me desfeito de tantos papéis que deveriam estar bem engavetados, como desenhos feitos na inf&acirc;ncia. Puxando os momentos em que me lan&ccedil;aram a infame proposta do desenho livre, lembro de:</p>
	<p>Tigres. Primeiro uma pintura laranja furiosa em todo o corpo do animal, com tra&ccedil;os em todas as dire&ccedil;&otilde;es, contrariando a norma de pintar em sentido único. E por cima do laranja, as faixas pretas, pintadas com a mesma técnica afunda-grafite.</p>
	<p>Casas. Desde sempre, o observador está na rua e tem em seu campo de vis&atilde;o: a cal&ccedil;ada, a cerca da casa feita de tábuas de madeira branca com larguras id&ecirc;nticas e extremidades superiores arredondadas, fechando toda a extens&atilde;o frontal do terreno. Ao centro da cerca, um port&atilde;o pequeno, a ser usado por pedestres. A cerca n&atilde;o é muito alta e o observador é adulto, o que lhe possibilita ver também a arquitetura simples da fachada da casa. O maior capricho na finaliza&ccedil;&atilde;o é sempre posto no telhado. Na cal&ccedil;ada, &agrave;s vezes aparece parada uma menina, no máximo seis anos de idade. Geralmente tem os cabelos presos e usa uniforme escolar. É a menina de quem gosto.</p>
	<p>Nunca desenhei minha família. Lembro de um retrato de minha m&atilde;e, para o qual fico olhando um bom tempo depois de terminado. A menina de quem gosto sempre é muito parecida com minha m&atilde;e.</p>
	<p>Por último, o mais freq&uuml;ente, que confesso ter rabiscado até o segundo grau, de maneira quase psicográfica: uma janela com as duas folhas abertas pra fora. A vista é de montanhas verdes atrás de montanhas verdes, todas cortadas por um único caminho de terra que percorre da primeira &agrave; última montanha que some no horizonte, obviamente com trechos ocultos referentes &agrave;s encostas ocultas das montanhas. No fim das montanhas (e do caminho de terra), está o sol. Enorme, maior que todas as montanhas, com raios representados por tra&ccedil;os vermelhos. O céu quase todo limpo, com duas ou tr&ecirc;s nuvens (levemente acinzentadas) penduradas em pontos esparsos. Poucos urubus sobrevoam as montanhas.</p>
	<p>No parapeito da janela, um vaso com flores pequenas. Provavelmente violetas.
</p>
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		<title>barulho irritante de dinossauro e gente</title>
		<link>http://truk.blogsome.com/2008/08/03/barulho-irritante-de-dinossauro-e-gente/</link>
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		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 20:15:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Abner Dmitruk</dc:creator>
		
	<category>mondo-bizarro</category>
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		<description><![CDATA[	alguém aí já sacou a rela&ccedil;&atilde;o entre The Modern Things e a teoria das Idéias, do Plat&atilde;o? Bj&ouml;rk, tu tá assumindo o posto de DEMIURGA aqui em casa. pelo menos por essa semana. boa sorte.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>alguém aí já sacou a rela&ccedil;&atilde;o entre The Modern Things e a teoria das Idéias, do Plat&atilde;o? Bj&ouml;rk, tu tá assumindo o posto de DEMIURGA aqui em casa. pelo menos por essa semana. boa sorte.
</p>
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		<title>onde quer que eu repouse minha cabeça</title>
		<link>http://truk.blogsome.com/2008/07/14/onde-quer-que-eu-repouse-minha-cabeca/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 05:39:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Abner Dmitruk</dc:creator>
		
	<category>esmo</category>
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		<description><![CDATA[	Then went the devils out of the man, and entered into the swine: and the herd ran violently down a steep place into the lake, and were choked.
	após quase um ano de inatividade por aqui e por quase tudo que presta, volto direto do topo da privada, com o laptop numa mão, um livro budista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><i>Then went the devils out of the man, and entered into the swine: and the herd ran violently down a steep place into the lake, and were choked.</i></p>
	<p>após quase um ano de inatividade por aqui e por quase tudo que presta, volto direto do topo da privada, com o laptop numa mão, um livro budista na outra e a frasezinha melódica de 2 rights make 1 wrong na cabeça.</p>
	<p>bom sinal, acho.</p>
	<p>estou vivo e pareço estar saindo da catatonia espiritual, intelectual e quiçá até física. tenho passado os dias repetindo mantras urbanos como <i>um dia de cada vez</i> ou <i>o primeiro degrau está sempre muito próximo do chão</i> e coisas do tipo. parece funcionar. sério. é um lance meio ORAI SEM CESSAR, meio caminho do peregrino. só que com um apelo de piedade mais discreto.</p>
	<p>se tudo der certo, em uma semana posso voltar a ouvir death in june.</p>
	<p>bueno, acho que era isso. tenham um bom dia, livre de intoxicações alimentares.
</p>
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		<title>BMIK</title>
		<link>http://truk.blogsome.com/2007/10/14/bmik/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Oct 2007 19:09:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Abner Dmitruk</dc:creator>
		
	<category>esmo</category>
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		<description><![CDATA[	Black Metal &eacute; neododecafonismo.

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			<content:encoded><![CDATA[	<p>Black Metal &eacute; neododecafonismo.
</p>
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		<title>m&atilde;os de cavalo, camel e o l&uacute;cifri</title>
		<link>http://truk.blogsome.com/2007/10/14/mos-de-cavalo-camel-e-o-lcifri/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Oct 2007 19:06:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Abner Dmitruk</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[	(Nada como o torpor mental de dezenas de horas sem dormir para se entrar em estados bastante primitivos de consci&ecirc;ncia e ficar se sentindo assim, meio neardental. Se liguem, crian&ccedil;as: maneira barata e relativamente segura de se drogar. Meio demorada, sim, mas a paci&ecirc;ncia &eacute; uma virt - ah, deixa pra l&aacute;.)
	Li o M&atilde;os de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>(Nada como o torpor mental de dezenas de horas sem dormir para se entrar em estados bastante primitivos de consci&ecirc;ncia e ficar se sentindo assim, meio neardental. Se liguem, crian&ccedil;as: maneira barata e relativamente segura de se drogar. Meio demorada, sim, mas a paci&ecirc;ncia &eacute; uma virt - ah, deixa pra l&aacute;.)</p>
	<p>Li o M&atilde;os de Cavalo do <a href="http://www.ranchocarne.org/">Galera</a> quase que numa sentada s&oacute; e olha, achei muito bom. N&atilde;o mais do que eu esperava, talvez por esperar muito, mesmo. O realismo meio furioso que ele empregou em diversas passagens da narrativa me interessou, e n&atilde;o foi pouco. Acho que &eacute; a primeira vez que isso me acontece. As primeiras p&aacute;ginas s&atilde;o de deixar qualquer gordinho transpirando de felicidade por um bom tempo. Invejei. Anota&ccedil;&otilde;es mentais a cada tr&ecirc;s minutos de leitura: <i>descobrir o que galera anda lendo (pt) urgente (pt)</i>. Moral da hist&oacute;ria: leiam.</p>
	<p>/incidente curioso: comprei o volume numa das <i>quasi</i>-livrarias que temos nesta urbe londrinense. Trinta pilas bem gastos. Quatro dias depois, zanzando pelo Sebo Capricho, encontrei um exemplar id&ecirc;ntico, novinho, aparentemente nem mesmo folheado pelo antigo dono. Oito pilas. Comprei. (Pra constar: no mesmo dia, consegui reunir na cestinha Manoel Carlos Karam, Val&ecirc;ncio Xavier e &Aacute;lvaro Cardoso Gomes, todos irremediavelmente fofos em suas edi&ccedil;&otilde;es e respectivos estados de conserva&ccedil;&atilde;o, o que nos leva a crer que passar horas carimbando os olhos em todos os exemplares de sebos pode ser um exerc&iacute;cio mui f&eacute;rtil, dependendo da carga de recomenda&ccedil;&otilde;es que o praticantedo esporte silencioso tem na cachola.)</p>
	<p>Tamb&eacute;m acho que &eacute; a primeira vez que me acontece de comprar dois exemplares id&ecirc;nticos de livros ainda n&atilde;o lidos. Espero que a pr&aacute;tica n&atilde;o acarrete nenhum transtorno compulsivo. Meus bolsos agradecem.</p>
	<p>Tenho uns coment&aacute;rios igualmente dispens&aacute;veis pra fazer sobre o Sonho Interrompido por Guilhotina, mas fica pra depois. Prometo. Aproveito pra embalar aquela soneca ishp&eacute;rhta e &uacute;mida da tarde com o <a href="http://www.last.fm/music/Satanique+Samba+Trio">Satanique Samba Trio</a>: <i>can&ccedil;&atilde;o para atrair m&aacute; sorte ato I</i>. Meigo.
</p>
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		<title>alegoria expl&iacute;cita</title>
		<link>http://truk.blogsome.com/2007/06/23/alegoria-explcita/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Jun 2007 01:04:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Abner Dmitruk</dc:creator>
		
	<category>partilha</category>
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		<description><![CDATA[	Todorov, escrevendo em 1970 e fazendo uma ponte bizarra com as coisas que passei pensando nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos sobre a minha produ&ccedil;&atilde;o e a obra de alguns autores que estimo:
	In this type of allegory, the level of literal meaning has slight importance; the evident improbabilities do not matter, all our attention is focused on [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tzvetan_Todorov">Todorov</a>, escrevendo em 1970 e fazendo uma ponte bizarra com as coisas que passei pensando nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos sobre a minha produ&ccedil;&atilde;o e a obra de alguns autores que estimo:</p>
	<p><i>In this type of allegory, the level of literal meaning has slight importance; the evident improbabilities do not matter, all our attention is focused on the allegory. We may note that narratives of this kind are rarely enjoyed today: explicit allegory is regarded as sub-literature (and is difficult to avoid interpreting this condemnation as an ideological stance).</i>
</p>
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		<title>a rota b&uacute;lgara n&atilde;o inclui condados nominalmente sax&otilde;es</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jun 2007 05:46:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Abner Dmitruk</dc:creator>
		
	<category>esmo</category>
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		<description><![CDATA[	semana passada fui assistir a montagem d&#8217;o p&uacute;caro b&uacute;lgaro feita por um povo l&aacute;do rio de janeiro e o caio (el amico leitor que por milagre mora em londrina e gosta de campos de carvalho. ao mesmo tempo. n&atilde;o me levem a mal, londrinenses, mas &eacute; que no geral c&ecirc;s s&atilde;o, ahn, deixa pra l&aacute;) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>semana passada fui assistir a montagem d&#8217;o p&uacute;caro b&uacute;lgaro feita por um povo l&aacute;do rio de janeiro e o caio (el amico leitor que por milagre mora em londrina e gosta de campos de carvalho. ao mesmo tempo. n&atilde;o me levem a mal, londrinenses, mas &eacute; que no geral c&ecirc;s s&atilde;o, ahn, deixa pra l&aacute;) perguntou se eu tinha gostado da pe&ccedil;a. suspirei e respondi que n&atilde;o.</p>
	<p>primeiro que eu tava de mau humor no dia, o que talvez afetasse a neutralidade da coisa, mas eu n&atilde;o sou cr&iacute;tico, ent&atilde;o t&aacute; valendo. tu, &oacute; amigo da posteridade que t&aacute; lendo isso, n&atilde;o liga pra antipatia. segundo que eu fui atr&aacute;s de um texto e n&atilde;o especificamente um texto teatral. talvez toda a merda tamb&eacute;m tenha nascido da&iacute;. mas enfim. chega de talvezes.</p>
	<p>acessar o plano ficcional do campos de carvalho num ambiente assim, t&atilde;o compartilhado, foi uma das piores experi&ecirc;ncias poss&iacute;veis. ok, talvez perdesse pra uma semana numa cadeia brasilena, mas eu nunca fui preso, ent&atilde;o posso comparar a sensa&ccedil;&atilde;o com a extra&ccedil;&atilde;o de l&iacute;quor da medula. sentiram? t&aacute;, eu sei que n&atilde;o. mas n&atilde;o &eacute; viadage do tipo &#8220;ahhh passou na mtv ent&atilde;o n&atilde;o presta&#8221; (embora isso tamb&eacute;m fa&ccedil;a certo sentido). acontece que um teatro lotado de pessoas gargalhantes definitivamente n&atilde;o &eacute; o melhor lugar pra se ter contato com um texto. a&iacute; algu&eacute;m levanta a m&atilde;o e diz que o espet&aacute;culo n&atilde;o era um texto, era TIATRO. sim, concordo. mas mesmo sendo tiatro, porra, pegaram um texto do campos de carvalho e isolaram, tiraram do contexto da obra (leiam &#8216;obra&#8217; no sentido ontol&oacute;gico da coisa, tipo aquele lance da &eacute;tica aristot&eacute;lica) e jogaram em uma hora e quarenta minutos de interpreta&ccedil;&otilde;es totalmente televisivas, uma mistura de trapalh&otilde;es com castelo ra-tim-bum. os &#8216;maiores&#8217; efeitos sobre o p&uacute;blico foram tirados de gracejos f&iacute;sicos (los tr&ecirc;s patetas), grunhidos, trocadilhos isolados e caretas, tudo flutuando numa camada obscurecida, sem conex&otilde;es ou com conectivos jogados num plano muito al&eacute;m do segundo.</p>
	<p>a&iacute; um outro algu&eacute;m levanta a m&atilde;o e diz que pra se fazer tiatro, essas coisas s&atilde;o necess&aacute;rias, diz &#8216;o que &eacute; que tu sugere ent&atilde;o?&#8217;. bom, eu sugiro que n&atilde;o fa&ccedil;am esse tipo de adapta&ccedil;&atilde;o. sa&iacute; do teatro pensando que texto &eacute; texto, teatro &eacute; teatro, teatro pode ser texto, mas texto n&atilde;o deve ser teatro. talvez com algumas exce&ccedil;&otilde;es, mas exce&ccedil;&otilde;es que envolvam uma demiurgia das braba por parte do dramaturgo, com o &#8217;saber fazer&#8217; soltando fogo por todos os buracos, a ponto de explos&atilde;o. claro que isso tem a ver com a empatia que se tem pela leitura que o dramaturgo faz do texto, em como ele traduz linguagens e &eacute; claro que isso &eacute; algo muy abstrato. mas d&aacute; pra julgar por aproxima&ccedil;&atilde;o, assim como julgamos tradu&ccedil;&otilde;es de textos liter&aacute;rios, por exemplo. um exerc&iacute;cio sempre divertido de tentar sentir o bafo do autor pelo texto traduzido.</p>
	<p>fui embora sem sentir o cheiro do campos de carvalho, o que foi muito frustrante. bate o pavor quando penso na possibilidade de ver outras com&eacute;dias assim t&atilde;o crassas, feitas em cima de textos de autores que estimo. e ainda sentado na poltrona, quase tive um infarto ao imaginar o estrago que n&atilde;o fariam com um texto meu, j&aacute; existente ou n&atilde;o. lembrei de uma vez em que um cara me escreveu pedindo autoriza&ccedil;&atilde;o pra roteirizar um conto que eu tinha escrito e na &eacute;poca eu disse okay, algo que n&atilde;o faria oggi. sorte que a coisa n&atilde;o rolou, provavelmente teria sido catastr&oacute;fico.</p>
	<p>talvez esse ci&uacute;me (ou outro sentimento qualquer, you name it) tenha nascido pelo fato de eu ser escritor e achar que o gran ato se d&ecirc; mesmo na leitura, nessa comunica&ccedil;&atilde;o aconchegante entre autor e leitor, sem intermedi&aacute;rios, sem vozes, sons, luzes, cores e tantas distra&ccedil;&otilde;es. um fluxo imaterial de mente a mente, com transmiss&atilde;o de universos multifacetados, tudo isso carregado por toneladas do elemento que se conhece como Imagina&ccedil;&atilde;o.</p>
	<p>mas &eacute; isso, chega de reclamar por hoje, vou dormir, at&eacute; porque n&atilde;o &eacute; legal ficar falando demais sobre alguma coisa da qual n&atilde;o se gosta (repitam comigo: n&atilde;o &eacute; legal ficar falando demais sobre alguma coisa da qual n&atilde;o se gosta. n&atilde;o &eacute; legal ficar falando demais sobre alguma coisa da qual n&atilde;o se gosta). <i>As thou hast said</i>.
</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>carta de amor para a Menina-Desconhecida-Que-Povoa-Minha-Mente-Quando-Durmo</title>
		<link>http://truk.blogsome.com/2007/05/21/carta-de-amor-para-a-menina-desconhecida/</link>
		<comments>http://truk.blogsome.com/2007/05/21/carta-de-amor-para-a-menina-desconhecida/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 May 2007 02:33:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Abner Dmitruk</dc:creator>
		
	<category>rascunho</category>
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		<description><![CDATA[	&nbsp;
	awake: shake dreams from your hair, my pretty child, my sweet one. choose the day and choose the sign of your day, the days divinity. first   thing you see.
	cinco da manh&atilde; de sexta-feira e estou babando no travesseiro de vários tons de verde - nunca gostei de verde, mas tudo na minha casa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="right">&nbsp;</div>
	<div align="right"><em>awake: shake dreams from your hair, my pretty child, my sweet one. choose the day and choose the sign of your day, the days divinity. first   thing you see</em>.</div>
	<p>cinco da manh&atilde; de sexta-feira e estou babando no travesseiro de vários tons de verde - nunca gostei de verde, mas tudo na minha casa é   verde. o teu travesseiro tá debaixo do timothy leary, debaixo do nabokov, do vonnegut. debaixo das coisas que comecei a rabiscar quando percebi   que um dos meus maiores e únicos medos tá acontecendo: de repente comecei a perder a memória. e ao mesmo tempo percebi que minha vis&atilde;o anda nebulosa (recado pra eu mesmo: isso deve ser sinal pra tu come&ccedil;ar a ler mais, vai que fica cego de vez, nunca se sabe; veja bem: muitos <em>sinais</em>   ultimamente, seja lá o que isso signifique na prática, se houver prática). paci&ecirc;ncia.</p>
	<p>e de noite voc&ecirc; (olhos boca cabelo nariz óculos pesco&ccedil;o pele) fica ainda mais fuckin&#8217; nice e, ai caramba, simplesmente n&atilde;o dá pra fugir desses clichezinhos. por isso voltei a ouvir músicas de amor. voc&ecirc; passa em frente &agrave; minha sala, pára pra olhar o mural de avisos. vagas em pens&atilde;o de boa localiza&ccedil;&atilde;o, x&ocirc;u   de róque esse final de semana com tr&ecirc;s bandas chegue cedo porque a chapa vai esquentar, congresso de sociologia, especializa&ccedil;&atilde;o em psicanálise,   literatura hisp&acirc;nica, vendo computador em bom estado sem monitor, aulas de yoga, descubra a verdade sobre a vida e seus mistérios, tradu&ccedil;&atilde;o   revis&atilde;o digita&ccedil;&atilde;o pesquisa eletr&ocirc;nica, vote nulo. o melhor sorriso do universo. e de repente percebo que a sua casa é bem mais   próxima &agrave; minha do que eu imaginava. </p>
	<div align="right"><em>i am one as you are three: try to find messiah in you trinity</em>.</div>
	<p>onze da manh&atilde; de sábado e, engra&ccedil;ado, n&atilde;o penso nas horas quando acordo porque a palavra tr&ecirc;s me diz bom dia sorrindo torta e me faz perceber   que, caralho, voc&ecirc; tem tr&ecirc;s até no nome. trope&ccedil;o até a sala, me estiro no tapete e fico olhando o teto e lembro que é dia de p&ocirc;r o lixo pra fora, que   talvez o caminh&atilde;o do lixo já tenha até passado. n&atilde;o tem problema. olho pela janela e vejo que chove. tiro as meias antes de sair. </p>
	<p>quando chego na rua, penso em como a chuva de maio é fria.</p>
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		<title>presepadas</title>
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		<pubDate>Sun, 20 May 2007 22:03:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Abner Dmitruk</dc:creator>
		
	<category>esmo</category>
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		<description><![CDATA[	Fabiano Alves Paes, um dos escritores mais legais de Londrina, t&aacute; cada vez melhor. V&atilde;o por mim.

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			<content:encoded><![CDATA[	<p>Fabiano Alves Paes, um dos escritores mais legais de Londrina, t&aacute; cada vez melhor. V&atilde;o por mim.
</p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Sun, 20 May 2007 21:59:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Abner Dmitruk</dc:creator>
		
	<category>partilha</category>
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		<description><![CDATA[	&#8211; Timothy, voc&ecirc; se esqueceu dos primeiros cap&iacute;tulos de G&ecirc;nesis? Jeov&aacute; diz para Ad&atilde;o e Eva: &#8220;Eu constru&iacute; este ref&uacute;gio maravilhoso para voc&ecirc;s a leste do &Eacute;den. Voc&ecirc;s podem fazer tudo o que quiserem, exceto comer o fruto da &Aacute;rvore do Conhecimento&#8221;.
&#8212; As primeiras subst&acirc;ncias controladas.
&#8212; Exatamente. A b&iacute;blia elaborou a primeira legisla&ccedil;&atilde;o de proibi&ccedil;&otilde;es [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8211; Timothy, voc&ecirc; se esqueceu dos primeiros cap&iacute;tulos de G&ecirc;nesis? Jeov&aacute; diz para Ad&atilde;o e Eva: &#8220;Eu constru&iacute; este ref&uacute;gio maravilhoso para voc&ecirc;s a leste do &Eacute;den. Voc&ecirc;s podem fazer tudo o que quiserem, exceto comer o fruto da &Aacute;rvore do Conhecimento&#8221;.<br />
&#8212; As primeiras subst&acirc;ncias controladas.<br />
&#8212; Exatamente. A b&iacute;blia elaborou a primeira legisla&ccedil;&atilde;o de proibi&ccedil;&otilde;es de alimentos e drogas.<br />
&#8212; Portanto, a queda e o pecado original foram causados pela ingest&atilde;o de drogas ilegais.<br />
A essa altura, Aldous dava risadinhas de prazer, satisfeit&iacute;ssimo consigo pr&oacute;prio, e eu rolava no ch&atilde;o de tanto rir.</p>
	<p>(Timothy Leary, <i>Flashbacks</i>)
</p>
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		<title>this is [not] dyslexia</title>
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		<pubDate>Sat, 19 May 2007 16:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Abner Dmitruk</dc:creator>
		
	<category>esmo</category>
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		<description><![CDATA[	&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; há que haver os que despertam &agrave; meia noite, angustiados, e p&otilde;em se a gritar e a clamar dentro das trevas, como uns loucos - n&atilde;o o sendo - e exprimem numa linguagem que n&atilde;o é a sua, nem a de seus pais, nem a de qualquer outro povo da terra, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>há que haver os que despertam &agrave; meia noite, angustiados, e p&otilde;em se a gritar e a clamar dentro das trevas, como uns loucos - n&atilde;o o sendo - e exprimem numa linguagem que n&atilde;o é a sua, nem a de seus pais, nem a de qualquer outro povo da terra, estranhas vis&otilde;es inacessíveis gravadas em suas retinas</em></p>
	<p>tr&ecirc;s da manh&atilde; de sexta-feira e eu com cinco peda&ccedil;os de chocolate numa m&atilde;o e um livro do campos de carvalho na outra e uma cal&ccedil;a de moletom pendurada na cintura e meias fofas e quentes e cinzas - meu atestado de velhice sorrindo debaixo do maior chinelo do mundo. nunca imaginei o oak fields assim t&atilde;o dissimulado, mas acho que no meio dessas linhas todas consigo sugar algo que (piada interna) vou chamar de ess&ecirc;ncia, isso, deve ser o <em>el gran ser </em>que entope o universo particular do cara, se espalhando por todos os entes também particulares, os libros, textos soltos, pequeninos y flutuantes, mesmo que ele n&atilde;o se reconhe&ccedil;a no meio dos poemas - e talvez tenha raz&atilde;o: eu nunca engoli essa história de que o que é n&atilde;o pode n&atilde;o ser ao mesmo tempo.</p>
	<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>e depois serenam como o mar após a tempestade e n&atilde;o sabem mais recordar aquilo que disseram, e choram quando lhes mostram seus puros &ecirc;xtases, e sentem-se miseráveis despertados</em>  mas</p>
	<p>pra falar a verdade, o que importa mesmo numa hora dessas é que é tudo muito bonito, n&atilde;o dá pra simplesmente virar a página como se vira em ottros livros. fico lendo e relendo e relendo certos parágrafos e acho t&atilde;o do caráleo que de repente come&ccedil;o a andar pela casa de meias e moletom e chocolate na m&atilde;o e declamar, assim, essas coisas épicas todas no meio da madrugada, E AS GRANDES CASAS DESERTAS E AS PRA&Ccedil;AS E AS RUAS JUNCADAS DE CADÁVERES SERIAM TAMBÉM INVADIDAS PELA ENORME ESCURID&Atilde;O, TOTAL E INFINITA.</p>
	<p>o resto do mundo &#8212; onde se incluem os vizinhos &#8212; n&atilde;o existe.</p>
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		<title>mu</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2007 19:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Abner Dmitruk</dc:creator>
		
	<category>esmo</category>
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		<description><![CDATA[	/moo/ The correct answer to the classic trick question &#8220;Have you stopped beating your wife yet?&#8221;. Assuming that you have no wife or you have never beaten your wife, the answer &#8220;yes&#8221; is wrong because it implies that you used to beat your wife and then stopped, but &#8220;no&#8221; is worse because it suggests that [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>/moo/ <i>The correct answer to the classic trick question &#8220;Have you stopped beating your wife yet?&#8221;. Assuming that you have no wife or you have never beaten your wife, the answer &#8220;yes&#8221; is wrong because it implies that you used to beat your wife and then stopped, but &#8220;no&#8221; is worse because it suggests that you have one and are still beating her. According to various Discordians and Douglas Hofstadter the correct answer is usually &#8220;mu&#8221;, a Japanese word alleged to mean &#8220;Your question cannot be answered because it depends on incorrect assumptions&#8221;. Hackers tend to be sensitive to logical inadequacies in language, and many have adopted this suggestion with enthusiasm. The word `mu&#8217; is actually from Chinese, meaning `nothing&#8217;; it is used in mainstream Japanese in that sense, but native speakers do not recognize the Discordian question-denying use.</i></p>
	<p>aye aye, <a href="http://www.babylon.com/dictionary/5489/Jargon-File.html">Serebnik</a>. puta palavrinha massa, hein? leitores do AOS: d&aacute; pra fazer um paralelo (sim, parcial, claro) com um conceito do Bicho Pap&atilde;o. quem fizer o gol na caixa de coment&aacute;rio ganha chocolate.</p>
	<p>(s&eacute;rio. comprei um quilo de chocolate. acho que vou levar dois meses pra comer tudo.)
</p>
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		<title>naquele tempo t&iacute;nhamos treze infinitos</title>
		<link>http://truk.blogsome.com/2007/05/06/naquele-tempo-tnhamos-treze-infinitos/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2007 17:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Abner Dmitruk</dc:creator>
		
	<category>partilha</category>
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		<description><![CDATA[	Pena eu ter demorado tanto pra topar com os livros do Nelson de Oliveira. O cara entrou direto pra minha lista de autores brasileiros favoritos, que infelizmente &eacute; bem menor do que eu gostaria. Dom&iacute;nio t&eacute;cnico, imagina&ccedil;&atilde;o transbordante (para os desavisados: enredo, subtexto, linguagem, todo tipo de artimanha narrativa), saber o que se est&aacute; fazendo: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Pena eu ter demorado tanto pra topar com os livros do <a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&#038;q=%22Nelson+de+Oliveira%22&#038;btnG=Pesquisa+Google&#038;meta=">Nelson de Oliveira</a>. O cara entrou direto pra minha lista de autores brasileiros favoritos, que infelizmente &eacute; bem menor do que eu gostaria. Dom&iacute;nio t&eacute;cnico, imagina&ccedil;&atilde;o transbordante (para os desavisados: enredo, subtexto, linguagem, todo tipo de artimanha narrativa), saber o que se est&aacute; fazendo: coisas que considero vitais pra qualquer ficcionista.
</p>
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